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EDUCAÇÃO INFANTIL E EDUCAÇÃO CRISTÃ PARA CRIANÇAS



"Eu não tinha me dado conta de que havia tido o melhor sonho de toda a minha vida."

"Eu não tinha me dado conta de que havia tido o melhor sonho de toda a minha vida."
Sonho que tive sobre o arrebatamento da igreja de Cristo.

CRIANÇA DESAPARECIDA: JOÃO RAFAEL KOVALSKI, 2 anos.

CRIANÇA DESAPARECIDA: JOÃO RAFAEL KOVALSKI, 2 anos.
João Rafael Kovalski desapareceu do quintal da sua casa, em Adrianópolis, região metropolitana de Curitiba, estado do Paraná (BRASIL) no dia 24 de agosto do ano de 2013. Quem tiver alguma informação pode entrar em contato pelo telefone (41) 3224-6822, ou ainda, entre em contato com uma unidade da Polícia Federal ou envie e-mail para desaparecidos@dpf.gov.br.

Você é muito importante!

                             

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quinta-feira, 21 de maio de 2015

20 de Maio - Dia do Pedagogo

O Dia Nacional do Pedagogo, ou simplesmente Dia do Pedagogo, é comemorado em 20 de maio.
A data, celebrada anualmente, homenageia os profissionais responsáveis por ajudar na educação, formação e aconselhamento de crianças e adolescentes.

Origem do Dia do Pedagogo
O Decreto de Lei nº 7.264, de 20 de Maio de 2010, proposto pelo Deputado Eduardo Gomes, institui o Dia Nacional do Pedagogo no país.
A data surge como uma oportunidade para discutir o papel da família e da escola no desenvolvimento das crianças, além de delimitar papéis de responsabilidade.

Fonte: Calendarr
À você, querido pedagogo, que está vendo essa postagem, os nossos mais sinceros aplausos!!!

terça-feira, 19 de maio de 2015

Porta Pente Fino

Fonte: Guia Prático Para Professores de Educação Infantil

Piolhos - Questão de Higiene ou Saúde?

O piolho é minúsculo, mas poderoso. Capaz de provocar coceira intensa e, com ela, o início de uma infecção que irá comprometer a saúde da criança, se não for combatida de modo adequado. E o pior é que ele vem atormentando a humanidade há uma eternidade! Acredite: piolho já foi encontrado em múmias egípcias de mais de três mil anos. E a pediculose, doença provocada por ele, é mencionada até em textos da Bíblia.

No combate ao inseto cientificamente chamado de pediculus humanus capitis, talvez o mais difícil de lidar seja o preconceito que desperta. Como vive no couro cabeludo e é transmitido facilmente pelo contato direto, basta às crianças se agruparem para criar o ambiente de infestação. Quem tem pouca informação sobre piolho, tenta explicar o problema, associando à falta de higiene. Nada mais falso. Porque piolho também se faz notar nos cabelos lavados todos os dias.

Acontece que esse desconhecimento pode alimentar atitudes radicais, como a de discriminar a criança afetada, que se sente bastante humilhada no ambiente escolar. E, exatamente porque morre de vergonha, reage ocultando o problema que só vai piorar, com o passar dos dias, prejudicando a sua saúde e a de todos que estão próximos. O que fazer para combater o ‘vilão’ de modo inteligente e com atenção especial para a criança infestada? Veja, a seguir, as dicas de nossos especialistas, entre eles, o professor Paulo Roberto de Madureira, do Departamento de Saúde Coletiva da UNICAMP, e um dos coordenadores do Portal do Piolho.


PIOLHO NÃO PULA, MUITO MENOS VOA
Esse inseto não tem asas, nem pernas que permitem dar saltos. Por ser leve, também acaba sendo conduzido pelo vento. Mas é o contato entre as crianças, típico do ambiente escolar, que permite ao piolho se reproduzir com facilidade, seja em razão de um jogo disputado por toda a classe, seja por causa da escova de cabelo usada por dois ou mais colegas.

PIOLHO GOSTA DE CABELO LIMPO
Essa é uma constatação difícil de ser aceita ainda hoje por um bom número de famílias. Que insistem em acreditar que o inseto só aparece na cabeça de quem é descuidado com a higiene pessoal. Atenção: piolho 'ataca' todo tipo de pessoa, independentemente da cor da pele ou do orçamento familiar. "Parece que o piolho está associado à pobreza, mas não é verdade", alerta Ana Elisa Siqueira, diretora da Escola Municipal Desembargador Amorim Lima, no bairro do Butantã, em São Paulo. "Aqui, temos alunos de família rica, família pobre e de classe média... Pois olhe, o piolho é bastante democrático e ataca todo mundo!"

O PRIMEIRO SINTOMA É A COCEIRA INTENSA
O piolho tem na saliva uma substância que funciona como anestesia, "disfarçando" a percepção da picada. Depois, ele começa a se alimentar de sangue, provocando uma reação, a coceira. Se a criança coçar a picada com insistência, vai irritar de tal forma a área afetada que provoca uma ferida, início do processo infeccioso. Há casos raros, quando a criança não reage à picada, o que dá liberdade ao piolho de se reproduzir, agravando o sintoma. Como reagir? "Examine atentamente o corpo da sua criança durante semanas", aconselha Paulo Roberto, do Portal do Piolho. "Se encontrar área irritada ou bastante avermelhada, é sinal de que ela tem piolho".

O MELHOR TRATAMENTO CONTINUA A SER O PENTE FINO
Para combater o inseto, há loções e xampus à venda no mercado, assim como medicamentos por via oral - caso do que contém a substância química revectina. "Ela é bastante eficaz contra o piolho", confirma Marum David Cury, diretor da Clínica Infantil Santa Isabella, em São Paulo. Para garantir o máximo de eficiência do tratamento, porém, recomenda-se também o uso diário do pente fino, método usado desde os tempos das nossas avós. Dica: passe o pente nos cabelos molhados, depois de aplicar o creme condicionador; assim, pentear será tarefa fácil - e a criança não terá razão para reclamar.

USAR TINTURA DE CABELO PODE MATAR O PIOLHO, MAS NÃO ELIMINA O PROBLEMA
Receitas populares sugerem o uso de tintura de cabelo para matar o piolho, o que realmente acontece em razão das substâncias tóxicas da tintura. Mas há um senão: tintura não mata lêndeas - ou seja, os ovos da fêmea. A fêmea do piolho vive de 30 a 45 dias, período em que consegue depositar cerca de 200 ovos entre os cabelos de uma criança. Quem encontra lêndea morta pode ter certeza de que vai encontrar também piolho vivo no couro cabeludo. Por isso, é recomendado o uso do pente fino semanas a fio como forma de eliminar as lêndeas por completo; e secador quente, nos cabelos secos, se a criança for grande. "Os piolhos não resistem ao calor intenso e regular de um secador", garante o professor Paulo Roberto. Mas atenção: jamais use inseticidas para acabar com o problema. Além de ineficaz contra as lêndeas, é altamente tóxico, provocando sérios riscos à saúde da criança.

O COMBATE AO PRECONCEITO COMEÇA COM A TRANSPARÊNCIA: NUNCA OCULTE UMA INFESTAÇÃO DE PIOLHOS
Se duas ou mais crianças começarem a coçar a cabeça com frequência, sobretudo na região da nuca ou atrás das orelhas, é indício de que estão infestadas de piolho. Imediatamente, do professor ao vigilante da escola, todos devem ser informados sobre os alunos afetados - e o mesmo deve ocorrer em relação aos pais dessas crianças e daquelas que ainda não foram afetadas. Só assim será possível agir com eficiência e rapidez, impedindo o progresso da infestação.

PREVENIR É EDUCAR. E UMA DAS AÇÕES MAIS EFICIENTES NO COMBATE AO PIOLHO ESTÁ EM ENSINAR A CRIANÇA A NÃO COMPARTILHAR OBJETOS
Vale a pena instruir sua criança a se servir apenas dos objetos que são de uso pessoal dela - escovas, pentes, tiaras, bonés, capacetes, travesseiros, lenços de cabeça etc. É a única maneira de evitar o contato com o objeto que passa de mão em mão, facilitando a transmissão do piolho.

EM CASA, É PRECISO TER ATENÇÃO ESPECIAL COM A ROUPA DE CAMA USADA PELA CRIANÇA AFETADA, POR EXEMPLO
Lençol e fronha devem ser lavados em separado, com água fervente; depois, a recomendação é passar a ferro bem quente. Pentes e escovas de cabelo também devem ser limpos com cuidado especial e colocados à parte, longe do contato das outras pessoas dessa casa. A propósito: todos os que vivem próximos de uma criança que apresenta esse tipo de problema, correm o risco de também serem afetadas pelo piolho; por isso, devem usar diariamente o pente fino para evitar a reprodução do inseto.


Fonte: Educar Para Crescer


Mais informações acesse: Portal do Piolho, Minha Vida, Pais e Filhos, Guia Infantil.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Ministro de Crianças, Visite o Orfanato de Sua Cidade

Bíblia da Galerinha - Brochura R$ 9,90 (unidade)
Bíblia Completa - NTLH, Ed. Econômica - Nova Ortografia R$ 6,50 (unidade)
Folhetos "Boas notícias para você" e "Jesus meu Senhor e Salvador" R$ 10,00 (50 unidades)
Olá meus queridos, tudo bem?
Venho nesta postagem declarar minha imensa alegria de poder levar um pouco da Palavra do Senhor às crianças órfãs de minha cidade. No ano passado (2014) tive a rica oportunidade de ministrar às 9 crianças que vivem no orfanato daqui. Eu nunca tinha ido lá e me apaixonei por eles; não apenas pela condição dessas crianças, mas principalmente pela oportunidade de apresentar Cristo para eles. Na oportunidade, levamos nosso carinho e atenção, levamos lanche, lembrancinhas e levamos o que há de mais importante nesse mundo: a poderosa Palavra de Deus através da história da Criação do Mundo. Ali sentada no chão contando essa história - que terminou falando de Jesus, pude ver (pelos olhos espirituais) a sede que aquelas crianças têm de Deus; era nítida em seus olhinhos. Como o Senhor as ama!! 
Oh, se nós pudéssemos fazer muito mais do que aquilo que já fazemos!!! Depois daquele encontro firmamos o compromisso de que voltaríamos lá. E o Senhor colocou em meu coração fazer uma "escola bíblica" naquele lugar. Era o que faríamos!!!
Claro que precisamos orar pela ideia, pois o orfanato é uma instituição pertencente à igreja católica do município. Mas tão certo como Deus colocou a ideia em meu coração, seria a mesma dando certo! E a porta foi aberta!! Aleluiaaaaa.
Ministraremos aulas bíblicas no último domingo de cada mês. Iniciamos em abril (dia 26), pois pela correria do início de ano letivo, não seria possível antes.
Em nossa primeira "aula" cantamos alguns louvores, minha querida tia Kleidi trouxe a história de Jonas e presenteamos a todos com o melhor dos presentes: uma Bíblia (foto acima). Como ficaram felizes com aqueles presentes!!! Peço ao doce Espírito Santo que guarde aqueles pequenos corações e que os ensine a confiar suas vidas ao Senhor Jesus Cristo.
O que você está esperando para ir em busca daqueles que precisam de Cristo? Não temas. Deus é contigo!
Cleide, Felipe, tia Lílian, tia Joelma, Gerliene, tia Rayanne, tia Kleidi e tia Jaque
Fiquem com Deus!

terça-feira, 5 de maio de 2015

Lembrancinha Menina Bonita do Laço de Fita

Materiais:
  • Papelzinho de enrolar bombom
  • Pirulito
  • Cola 3D para olhos e boca
  • Cortador de EVA para os lacinhos do cabelo
Fonte: Educação em Alto Grau

domingo, 19 de abril de 2015

Sugestões de Como Trabalhar Com o Caderno de Desenhos

Olá queridos(as), como vocês estão??
Essa semana na minha sala, o caderno de desenho foi muito utilizado para diversos fins. Quando se ouve falar em caderno de desenho é óbvio que ele é usado para desenhar certo? Bom, para mim isso não é uma regra, pois usamos muito bem essa ferramenta, de diversas formas, com nossas crianças de 3 anos. Na minha humilde opinião, o caderno de desenho é algo super necessário na EI (Educação Infantil)  não deixa de ser importante nas séries do Ensino Fundamental, pois incentiva a criatividade dos alunos. Até nós adultos amamos desenhar, é ou não é verdade?? Geralmente há aqueles que fazem questão de deixar claro que não dominam essa arte, mas a verdade é que TODO MUNDO sabe desenhar; uns são mais especialistas no assunto que outros, mas todos conseguem rabiscar alguma coisa. No meu caso, eu sei desenhar alguns personagens de desenhos, mas não consigo (da forma como gostaria) desenhar uma pessoa, por exemplo.
Viu? Todos sabem fazer alguma coisa com lápis e papel e nosso papel como professores de crianças é incentivar esse lado artístico dos pequenos.
Trouxe para vocês algumas sugestões de como trabalhar com o caderno de desenhos na sala de aula; posso dizer, com base nas experiências em minha sala, que são atividades prazerosas, tanto para as crianças, como para os professores que vão suspirar pelos resultados de seus pequenos artistas.

Caderno de Desenho Para Desenhar
Usando o lápis ou o giz de cera, a criança poderá fazer:
  • Um desenho livre - É o desenho que ela quer desenhar; algo que não tenha a influência do professor. Deixe-a à vontade.
  • Um desenho dirigido - É quando o professor fala sobre qual assunto a criança fará seu desenho. Exemplos: desenhar pessoas que moram na sua casa; seu brinquedo preferido; a fruta que mais gosta de comer etc.
Caderno de Desenho Para Treinar Traços
Nesse caso usaremos essa ferramenta para "treinar" o manuseio do lápis e/ou giz através de traços simples ou mesmo mais complexos.
Exemplos: desenhar bolinhas; pingos da chuva; marcar um X (veja um exemplo feito em minha sala aqui); rabiscar etc.  
Não tenha medo; as crianças pequenas são totalmente capazes.

Caderno de Desenho Para Desenhos Relacionados às
Histórias
Geralmente trabalhamos a mesma historinha (ou estorinha) durante toda uma semana e uma das atividades relacionadas a ela é o desenho, que pode ser:
  • do personagem principal.
  • do personagem favorito (perguntar à criança qual personagem ela mais gostou).
  • do objeto principal da história (uma maçã, ou uma bota, uma coroa etc).
Caderno de Desenho Para Colagens
  • Identificar e colar peças de figuras geométricas (ver exemplo da minha sala aqui)
  • Quantidades de um número trabalhado 
  • Montagem de quebra-cabeças simples
  • Mural individual (Dia da Mulher, Dia das Mães, Dia dos Pais, presente de natal etc)
Caderno de Desenho Para Fixar Conteúdos
Desenhar números e quantidades, letras, figuras geométricas, animais domésticos ou selvagens, meios de transportes etc.

Caderno de Desenho Para Colorir
Essa parte eu uso para fixar o nome de uma cor trabalhada. Exemplo com a cor VERDE aqui.

São muitas sugestões ricas que eu faço e dá muito certo. Nada aqui foi tirado de livro nenhum; o que acabei de escrever está baseado na minha vivência como professora e nas atividades que faço com meus alunos e eu espero com isso ajudar vocês a enriquecer suas atividades de classe.

Por Jaqueline Santos

A Importância do Desenho na Pré-Escola

Ensinar a turma a desenhar exige oferecer contato permanente com a produção artística de diferentes lugares e épocas para ampliar o olhar
Carla Soares Martin

INTRODUÇÃO
Crianças em idade pré-escolar adoram desenhar. Traçam círculos imaginários com canudinhos, usam o dedo para rabiscar o vidro embaçado do carro, fazem cenários na areia. Quando têm acesso ao lápis, então, é uma festa. O desenho é uma das formas de expressar o que sentem e pensam sobre si mesmas e o mundo. "Elas passam a entender melhor suas emoções e a mostrar sua interpretação dos valores, conceitos e normas da sociedade, bem como expressar carinho pelos amigos e familiares", diz a psicopedagoga Mônica Cintrão, da Universidade Paulista (Unip), em São Paulo. Além disso, descobrem que é possível inventar e fantasiar. "Qualquer um pode criar um super-herói", completa Paulo Cheida Sans, professor da Faculdade de Artes Visuais da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas, no interior paulista.

Mas é possível ensinar a desenhar? Desde o século 19, duas escolas se alternaram no dia-a-dia: a tradicional, segundo a qual as crianças devem copiar modelos, e a renovada, que defende que eles não precisam de orientação. Hoje, o modelo contemporâneo propõe que o melhor é instigá-los a criar partindo do conhecimento do mundo da arte e da cultura visual. É o que os especialistas chamam de "desenho cultivado". No livro O Desenho Cultivado da Criança: Prática e Formação de Educadores, Rosa Iavelberg, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), comenta essas mudanças.

Segundo ela, a escola tradicional pregava que, por não saber desenhar, as crianças precisavam treinar habilidades e cópia para chegar ao referencial de imagens figurativas, cada vez mais próximas da realidade e dos modelos da arte adulta. Nessa época, só havia espaço para a reprodução técnica, marcada pela impessoalidade dos aprendizes, que imitavam formas externas e preconcebidas. Imagens de bichos e objetos também eram apresentadas como atalhos para o ensino de números: a haste de um guarda-chuva virava o 1, a curva do pescoço de um cisne transformava-se no 2. Essas propostas acabaram superadas porque impunham um ponto de vista adulto sobre a aprendizagem sem levar em conta o saber da criança.

DESENHO ESPONTÂNEO
Já a escola renovada do século 20, cujos principais estudiosos foram o francês Georges-Henri Luquet, o austríaco Viktor Lowenfeld e a norte-americana Rhoda Kellogg, via na produção infantil uma forma de entender o desenvolvimento psicológico. Assim, passou-se a valorizar o chamado desenho espontâneo, no qual o professor não podia intervir - bastava criar as condições adequadas para cada um se expressar. Coinfluenciado pelas idéias de Jean Piaget, Luquet defendeu, em 1913, que as crianças têm um "modelo interno" e por isso não copiam os objetos da maneira pela qual os percebe, mas transfigura-os com base nas próprias referências. Lowenfeld segue na mesma linha em Desenvolvimento da Capacidade Criadora, livro de 1947: "O desenho, a pintura ou a construção constituem processos complexos, nos quais a criança reúne diversos elementos de sua experiência para formar um conjunto com um novo significado". Segundo ele, o educador teria a função de ampliar a sensibilidade e aguçar os sentidos da garotada, já que "o homem aprende através dos sentidos".

Na segunda metade do século 20, Rhoda Kellogg pesquisou mais de 300 mil desenhos infantis. Entre outras coisas, descobriu que há muitas representações parecidas de casas, árvores e seres humanos. Para ela, essa constatação é um indício de que o impulso criativo é uma herança comum a toda a humanidade, não restrita a uma cultura ou um país. Rhoda defendeu que a criança é autodidata e que, se não houver interferência inadequada do adulto, vai chegar, desenhando, ao estágio final de crescimento emotivo, intelectual e espiritual. Outro importante legado dessa fase é que o desenho evolui com a idade, das formas mais simples (os rabiscos conhecidos como garatujas) para as mais complexas.

SUBJETIVIDADE E CULTURA
Os trabalhos da escola renovada foram essenciais para acabar com a cópia pura e simples, mas deram margem a uma interpretação antagônica: se as crianças precisam expressar o que vem de "dentro" e, com a idade, traçam formas mais complexas, basta deixá-las desenharem. Essa visão se mostrou incompleta, entre outras coisas, porque constatou-se que, no Ensino Fundamental, muitos alunos paravam de produzir por falta de intervenção do professor. O ponto de equilíbrio veio com a escola contemporânea, nos anos 1980. Essa corrente argumenta que não se deve descartar o processo interno de cada um, mas é essencial aliar a subjetividade à cultura. A expressão "desenho cultivado" foi criada por Rosa Iavelberg em 1993. Ela diz que é preciso oferecer elementos culturais de modo que o acesso a clássicos da história da arte universal, à cultura visual e a diferentes técnicas e materiais possibilite que todos se expressem com mais "saber desenhista".

Se a marca da escola tradicional era a reprodução, e a da renovada, a espontaneidade, o modelo atual privilegia a reflexão e a recriação. Quando a criança quer traçar uma flor, será influenciada naturalmente pelas formas de flores que ela já viu (ao vivo ou em obras de arte). Observa-se aí uma grande diferença das tendências tradicional e renovada. Em vez de elaborar aquela imagem clássica das pétalas em forma de coração (tradicional) ou traçar linhas que em nada remetam ao objeto original (renovada), na escola contemporânea a flor é influenciada por vários modelos prontos, mas com liberdade de expressão.

MUDANÇA DE CONCEITOS
A postura do professor também muda. Se na tradicional o papel era pedir a cópia, e na renovada, abrir espaço para o desenho livre, agora é fundamental garantir que a turma aprenda sobre o desenho e também tenha espaço para escolher o que fazer. O principal ensinamento é que devemos ter uma visão mais ampla do que é arte visual, para além de telas e desenhos no papel. Fotos, outdoors, esculturas, instalações, objetos do cotidiano e histórias em quadrinho são parte da cultura visual e merecem ser trabalhados em sala. Você pode ainda levar rótulos de embalagens, chamar a atenção para a marca das roupas, dos tênis e das mochilas e montar um espaço para gibis, revistas e catálogos. Fora dos muros escolares, uma boa pedida é ver o estilo de numeração das casas.

Outra reorientação conceitual se dá na forma de apresentar os artistas. Ao falar de Alfredo Volpi, por exemplo, é mais importante ater-se à exploração da imagem, mergulhar em suas formas e cores e passar informações relevantes, como a de que ele foi um pintor de paredes. Só fazer com que a meninada reproduza suas telas cheias de bandeirinhas não acrescenta nada à aprendizagem.

A EVOLUÇÃO DO TRABALHO
Assim como não é recomendável apresentar obras de arte com base na estética do bonito ou feio, não é papel da escola avaliar os desenhos o mesmo esse critério. "Esse tipo de avaliação pode causar uma inibição difícil de reverter", diz o professor Cheida Sans. A melhor forma de acompanhar os avanços é evitar comparações e apenas observar o percurso de cada um e suas progressões. Sim, as crianças podem (e devem) evoluir no dia-a-dia, com a supervisão do professor(acompanhe nos quadros desta reportagem duas experiências bem-sucedidas com desenho na pré-escola, uma em Belo Horizonte e outra em Salvador).

Bons caminhos para fazer a turma evoluir incluem planejar atividades que ajudem a desenvolver o olhar, como observar ambientes, fotos, imagens de computador e histórias em quadrinhos; promover conversas sobre o fazer artístico; apresentar artistas e suas obras e, claro, oferecer uma ampla gama de materiais (giz de cera grosso, massinha, pincel, revistas, jornais, catálogos de propaganda, tesoura sem ponta, cola em bastão) e suportes de diferentes tamanhos (papel craft, papel sulfite, panos, painéis, cartolina, tecido, areia, chão, parede).

Os especialistas dizem ainda que é recomendável fazer intervenções no papel: colar figuras ou iniciar traços, para todos completarem. Da mesma forma, o diálogo com outras artes ajuda muito. Dramatizar uma obra ou colocar uma música de época torna o clima mais propício ao desenvolvimento do grupo. Finalmente, é essencial ampliar o contato com obras de arte, seja em visitas a exposições (com objetivos claros, para o antes, o durante e o depois), seja em ateliês de artistas locais.

Se você tem crianças com deficiência na sala, algumas dicas podem ser úteis. Usar uma fruta para explicar uma natureza-morta para cego, por exemplo. Fazer maquetes em relevo com os elementos do quadro usando EVA, lixa ou tapete permite que todos sintam as texturas. "Inclusão não é ter a criança na classe e ponto. É preciso que suas necessidades de aprendizado sejam contempladas", diz a arte-educadora Amanda Fonseca Tojal, coordenadora do Programa Educativo Públicos Especiais da Pinacoteca do Estado de São Paulo.

BIBLIOGRAFIA
  • O Desenho Cultivado da Criança: Prática e Formação de Educadores, Rosa Iavelberg, 112 págs., Ed. Zouk
  • Desenvolvimento da Capacidade Criadora, Viktor Lowenfeld e W. Lambert Brittain, 440 págs., Ed. Mestre Jou
  • Pedagogia do Desenho Infantil, Paulo Cheida Sans, 107 págs., Ed. Alínea
Fonte: Revista Nova Escola

A Importância de Estimular a Arte na Criança

O desenho tem papel fundamental na formação do conhecimento e requer grande consideração no sentido de valorizar desde o início da vida da criança, considerando a bagagem que trás de casa, assim como seu próprio dia-a-dia.

O ato de desenhar deve ser considerado um fator essencial no processo do desenvolvimento da linguagem, bem como uma espécie de documento que registra a evolução da criança.

A criança ao desenhar desenvolve a auto-expressão e atua de forma afetiva com o mundo, opinando, criticando, sugerindo, através da utilização das cores, formas, tamanhos, símbolos, entre outros.

É de ressaltar que o professor deve oferecer para seu aluno a maior diversificação possível de materiais, fornecendo suportes, técnicas, bem como desafios que venham favorecer o crescimento de seu aluno, além de ter consciência de que um ambiente estimulante depende desses fatores colocados, permitindo a exploração de novos conhecimentos.

Partindo do pressuposto de que não são oferecidos tais suportes, a tendência é que o aluno bloqueie sua criatividade, visto que não lhe foram oferecidas tais condições.
A importância de valorizar o desenho desde o início da vida da criança se dá pelo fato da necessidade que o universo infantil tem em ser estimulado, desafiado, confrontado de forma que venha enriquecer as próprias experiências da criança.

Valorizando a arte, ou seja, o desenho na escola, o professor estará levando o aluno a se interessar pelas produções que são realizadas por ele mesmo e por seus colegas, bem como por diversas obras consideradas artísticas a nível regional, nacional e internacional.

Enquanto mediador do conhecimento, o professor é essencial para incentivar o aluno, seja ele pelo caminho da arte ou por outra área do conhecimento, oferecendo os melhores suportes, de forma que venha a somar no crescimento e formação do mesmo.


Por Elen Campos Caiado
Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia
Equipe Brasil Escola
Fonte: Canal do Educador

Blog de Mensagens - Para Onde Iremos Senhor

Olá pessoal, tudo bem??
Trazendo uma novidade para vocês que acompanham o Blog da Tia Jaque. Estou com um novo Blog, agora com mensagens. Tenho aprendido a amar a Palavra do Senhor e quero compartilhar o que Ele coloca no meu coração. Acessem e leiam algumas mensagens que já postei; os comentários serão bem vindos, assim como as críticas e os elogios também. Que o Espírito Santo possa falar a seus corações, pois esta é minha oração.

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Abraço!
Jaque