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EDUCAÇÃO INFANTIL E EDUCAÇÃO CRISTÃ PARA CRIANÇAS



"Eu não tinha me dado conta de que havia tido o melhor sonho de toda a minha vida."

"Eu não tinha me dado conta de que havia tido o melhor sonho de toda a minha vida."
Sonho que tive sobre o arrebatamento da igreja de Cristo.

CRIANÇA DESAPARECIDA: JOÃO RAFAEL KOVALSKI, 2 anos.

CRIANÇA DESAPARECIDA: JOÃO RAFAEL KOVALSKI, 2 anos.
João Rafael Kovalski desapareceu do quintal da sua casa, em Adrianópolis, região metropolitana de Curitiba, estado do Paraná (BRASIL) no dia 24 de agosto do ano de 2013. Quem tiver alguma informação pode entrar em contato pelo telefone (41) 3224-6822, ou ainda, entre em contato com uma unidade da Polícia Federal ou envie e-mail para desaparecidos@dpf.gov.br.

Você é muito importante!

                             

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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Tia, Eu Tenho Medo de Jesus

Texto de Euriano Sales, retirado do site MVC

"Uma vez minha esposa estava ensinando na sala infantil de nossa igreja, quando uma criança disse à ela que tinha medo de Jesus. Esse medo tinha uma explicação, pois a mesma havia visto um ensaio de uma peça sobre a Páscoa e estava assustada com as marcas do sofrimento de Cristo.

Assim como aquela criança, existem várias outras pessoas – de diferentes idades – que têm medo de Jesus. Muitos têm medo que ele volte e que não estejam preparados para subir aos céus; têm medo de serem castigados pelos seus erros; têm medo de se aproximarem dEle e deixar tudo o que gostam de lado.

Isso acontece porque existe uma forma de se pregar o evangelho que espanta, é o evangelho do medo, no qual, por qualquer motivo, você pode perder sua salvação e ir para o fogo do inferno.

Esse evangelho escraviza as pessoas e não as deixam sentir o gostinho do amor de Deus, pois estão sempre preocupadas em seguir regras e costumes para não serem castigadas pelo Criador.

O medo do inferno é muito maior que o desejo de ir para o céu. Devido a isso, o medo de Jesus aumenta, pois nunca se sentem preparadas, porque não conseguem enxergar a salvação que lhes foi garantida.

O apóstolo Paulo nos fala em 1 Coríntios, capítulo 2, sobre as coisas que Deus tem nos dado gratuitamente, mas infelizmente muitas pessoas não entendem, pois só é possível entender através do Espírito Santo. Quando leio Paulo citando as sagradas escrituras e afirmando no versículo 9 – “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam” – eu entendo que uma parte do povo cristão vive uma pseudo-conversão (convertidos à religião), ou vive como o povo de Corinto, citado por Paulo no capítulo 3 – sem maturidade, acostumados com leite e não conseguem se alimentar de uma comida mais forte.

Quando aceitamos Cristo como Senhor e Salvador, é dado a nós o intérprete da palavra de Deus, recebemos instantaneamente o Espírito Santo em nossas vidas e é o Espírito que nos ajuda a compreender o que vem de Deus quando estudamos a Sua palavra.

Os convertidos à religião, ou os bebês na fé não compreendem, pois vivem à mercê de um sacerdote para interpretar o que a Bíblia diz, e é dessa forma que surgem os absurdos da religião.

O cristão não pode ter medo do mundo, não pode viver em uma bolha, em um mundo particular onde só pode ter amizades com crentes, ouvir música de crente e achar que só porque é feito por crente vale. Quando Cristo orou por nós, foi muito direto ao dizer: “Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do Maligno.” Jo 17:15

A igreja de Jesus não pode viver em uma bolha consumindo um produto chamado religião, deixando de cumprir o verdadeiro chamado ao qual fomos vocacionados. Precisamos salgar a terra, ter contato com a carne insossa, ser luz que está acima da mesa. Devemos proclamar Jesus tocando nas pessoas, amando e abraçando. Precisamos avançar sobre o inferno ao ponto das suas portas não prevalecerem e escancararem para a nossa entrada. (Mt 16:18)

Não seremos identificados como santos pelo o que vestimos, comemos ou bebemos, mas pela nossa forma de amar, pela nossa coragem e fé ao enfrentar as dificuldades, por nossa influência sobre o mundo, por nossa capacidade de perdoar a quem nos ofendeu e por nossa sensibilidade ao sentir a dor do outro, é assim que eu acredito, e agindo assim conseguiremos deixar de lado o medo de Jesus e sentir a alegria de estar com Ele e representá-lo."

segunda-feira, 13 de julho de 2015

4 Princípios Fundamentais para Líderes do Ministério infantil

Paixão, Atitude, Trabalho em Equipe e Honra

Paixão
“...qualquer coisa que eu faça, farei bem porque a faço para o Senhor, não para a aprovação dos outros.” (Col. 3:23)

A paixão produz Direção, Possibilidades e Mudança de vida
a. Direção - entusiasmo que nos impulsiona adiante, energia suficiente para cruzar a linha de chegada da realização.

b. Possibilidades – o apaixonado faz coisas de maneira diferente: supera as dificuldades buscando soluções criativas juntamente com a equipe; percebe o fracasso como um degrau para o sucesso, refaz constantemente seus alvos e os alcança por meio de perseverança; aceita desafios que a impulsiona para os limites da perseverança, compreende que “se não houver dor, não há valor”; aceita a disciplina de Deus como uma preciosa demonstração do Seu amor.

As duas maiores paixões de um líder do MC devem ser:
1.      Ver uma criança aceitar a Jesus e vê-la crescer em maturidade espiritual
2.      Liderar, encorajar e inspirar os professores.
c. Mudança de vida – a mudança de atitude produz compromisso.

Características de uma pessoa apaixonada:
·         Alegria e vigor – contagiam o ambiente. É ficar contente por fazer diferença no Reino, porque o que fazemos durará para sempre. “Quando você está bem próximo de Cristo, as coisas de Seu reino farão com que a paixão jorre em sua alma”.
·         Entusiasmo e expectativa – “ao ministrarmos para as crianças e para a nossa família, precisamos ser as pessoas mais entusiasmadas do mundo, porque estamos vivendo dentro do laço do amor, da graça e do poder de Deus”.
·         Resultados excepcionais – os resultados espirituais florescem em razão de sua paixão pelo ministério. As crianças se lembrarão de você como alguém cheio de paixão que as amava, as valorizava e as honrava. As crianças podem se esquecer das lições que você ensinou, mas se lembrarão de quem é você.

Venenos mortais contra a paixão:
·         Rotina – monotonia e falta de criatividade.
·         Frieza – gastar a maior parte do nosso tempo com pessoas apáticas.
·         Incerteza – precisamos estar fixos em um foco. Só começamos a progredir quando falamos sobre passos, planos específicos e horários específicos.
·         Vaguear – sem objetivos, você não tem em que se concentrar. Quando investimos essa paixão em objetivos específicos e trabalhamos neles com todas as nossas forças, uma dádiva de Deus, então se torna muito difícil desistirmos de nosso ministério.
·         Dureza – se você é líder, com certeza alguém não gostará de você. Portanto, não se preocupe com que os outros pensam a seu respeito. Algumas pessoas são como vitral: ou são apenas um vidro ou alguém que reflete a luz.

Três remédios edificantes:
1.      Associação contagiosa – aproxime-se de pessoas cheias de paixão;
2.      Orações sinceras – orar por paixão. Tiago 5:16 “A oração de um justo é poderosa e eficaz.”
3.      Lembretes diários de seus momentos decisivos – com esses lembretes ao nosso redor, podemos constantemente lembrar: “É por isso que estamos aqui” - grandes coisas fez o Senhor por nós. Esses lembretes marcam momentos que nos impulsionaram adiante!

Atitude
Nossa atitude determina nossa altitude. A atitude que você usa é a atitude que você escolhe e ela depende da sua capacidade de distinguir entre a resposta e a reação.

O que causa minha atitude a escorregar:
        Turbulência – nossa autoestima pode atravessar uma tempestade, devido a um corte brusco na igreja ou por um sentimento de baixa autoestima. Como você se vê? E como Deus a vê? Se nós esquecemos de manter os olhos em nosso valor, nosso preço eterno, como Deus o vê, nossas atitudes terão tendência para apontar o “nariz para baixo”.
        Paralisia – pessoas que não se veem como vencedoras são, com frequência, obcecadas por perder.
        Estressando-se – você pode estar usando energia demais. Sua atitude e desempenho podem realmente melhorar, se você reduzir sua velocidade. É preciso ter tempo para renovar-se e deleitar-se, ou seja, rejuvenescer.
        Voltas, voltas e voltas – as expectativas de vida menores, são as pequenas destruidoras de atitudes. Os líderes eficazes enfrentam dificuldade, desencorajamento e desapontamento. Tiago 1:2-4. Precisamos manter uma clara perspectiva de vida, uma clara perspectiva de nossas expectativas. Muitas vezes é preciso trocá-las, para abrir espaço necessário, para que as boas atitudes floresçam.

O que fazer quando sentir que sua atitude está para vacilar:

1. Olhe para cima – mantenha-se focado no que Deus está fazendo no Reino. (Col. 3: 2,3);
2. Desacelere: todos fazemos escolhas mais acertadas quando paramos por um momento; Alcance pessoas – que o seu foco seja ajudar os outros a alcançar o potencial que têm. A vida das crianças e dos membros de sua equipe serão renovadas, e as pessoas se sentirão encorajadas, simplesmente pelo fato de estar em contato com você.

A ATITUDE “INTERPRETA” SEU MUNDO.
Hoje, posso reclamar porque o tempo está chuvoso, ou posso agradecer porque a grama está sendo regada para mim.
Hoje, posso chorar porque as rosas têm espinhos, ou posso comemorar porque os espinhos têm rosas.
Hoje, posso lamentar a falta que sinto de meus amigos, ou posso embarcar alegremente em uma jornada para descobrir novos relacionamentos.
Hoje, posso murmurar porque tenho de ir para a escola, ou posso abrir minha mente e alimentá-la com novas e ricas gotas de conhecimento.
Hoje, posso ficar chateado porque tenho de limpar a casa, ou posso me sentir honrado porque o Senhor providenciou um abrigo para mim.
Tudo pode ser tirado de um homem, menos uma coisa – o direito de escolher sua atitude em qualquer circunstância; a escolha do seu próprio caminho.


Trabalho em Equipe
As equipes têm um potencial criativo maior do que os indivíduos. “Todos nós juntos somos mais inteligentes do que apenas um de nós”.

Características de uma equipe dinâmica:

        Cooperação – isso requer saber e apreciar histórias uns dos outros, manter contato físico, atitudes de dar e receber, para que a unidade se transforme na poderosa realidade de nossos relacionamentos práticos de trabalho. (Ler João 17:21)
        Flexibilidade – mudar para atender às necessidades. Flexibilidade para dar conta da demanda que lhe é requerida.
        Compromisso – os propósitos de evangelismo, comunhão, discipulado, serviço e adoração. Programas que ajudarão as crianças a crescer em profundidade, na caminhada espiritual.
        Lealdade - uma equipe pode fracassar porque algo discutido entre o grupo vazou para outras partes interessadas: a famosa fofoca. É muito difícil vencer a quebra de confiança entre os membros de uma equipe.
        Encorajamento - pessoas florescem sob o incentivo e murcham sob a crítica. Todas as vezes que apreciar algo em alguém ao seu lado, você está elevando seu valor, honrando essa pessoa, edificando a equipe e construindo o Reino. Ler I Tess. 5:11

Como cuidar das necessidades de manutenção de sua equipe:

  Deixe constantemente as expectativas bem claras – cada membro da equipe precisa sentir-se pertencente ao grupo e saber que seu papel é vital.
  Proporcione informações e treinamentos para habilidades de uma equipe.
  Abra espaço para compartilhar – não se preocupar apenas em desempenhar as tarefas, mas uns com os outros.
  Sempre dê ênfase à presença de Deus – iniciar cada encontro com uma oração. Desenvolver projetos de oração intercessora durante os encontros.

Honra

Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. Romanos 12:10 (Bíblia Online – Almeida Corrigida e Revisada Fiel). O valor que atribuímos às pessoas faz toda a diferença em como as tratamos e como somos tratados por elas. A honra determina o sucesso do nosso ministério. Valorize as pessoas através de cartões de aniversário, agradecimentos, telefonemas, visitas, etc. Nossa própria imagem influencia significativamente nossa “imagem” das pessoas. Quando vemos outros da maneira como Deus os vê, passamos a tratá-los como Deus os trata também. Servir em uma atmosfera de respeito mútuo e encorajamento torna o ministério gostoso e digno de todo esforço.


JUTILA, Craig. 4 Princípios Fundamentais para Líderes de Ministério Infantil. São Paulo: Editora Vida, 2004.

terça-feira, 7 de julho de 2015

3 Palavrinhas - Vídeos

Deus criou os peixes


Assim vou louvar


O sabão


Quem fez


Missionariozinho


Três palavrinhas


Alô


Meu barco

Toc, toc, toc


Florzinha e Soldadinho de Jesus


Deus é bom pra mim


É bom. É muito bom


A Deus dai louvor

Deus lhe tem amor

Leia a Bíblia


Pare

Rotina de Aula Para Escola Bíblica Infantil

Olá queridos(as), 
tudo bem com vocês?!
Graças ao chamado de Deus e a oportunidade que Ele tem me concedido, tenho aprendido muito sobre Escola Bíblica para crianças e Ministério Infantil. Ainda sou nova nesse assunto e quero aprender muito mais, não somente para mim mesma, mas também para poder ensinar a tantas outras pessoas que o Senhor tem chamado para fazer parte desse que é o Ministério mais fofo e cute da igreja do Senhor: o Ministério com Crianças. Foi muito linda e um tanto quanto curiosa a forma como o Senhor me chamou para trabalhar com os pequeninos. Você poderá ler em breve a minha história-testemunho que postarei aqui no Blog. Mas enquanto a postagem não fica pronta, vamos a algumas dicas importantes de como ministrar uma aula bíblica e de qualidade para crianças. O que vou falar aqui, tem muito a ver com meus próprios aprendizados e experiências e eu espero muito poder ajudar vocês de alguma forma.  

Prepare-se a Si Mesmo(a)
Aula Bíblica para crianças é coisa séria! Então nada de fazer de qualquer jeito. É necessário preparação espiritual para esta tarefa. Logicamente que, como professor(a), você planejará sua aula, o material que será usado etc, mas lembre-se: você estará travando uma guerra contra as forças espirituais da maldade. Estamos lidando com seres humanos. Estamos ministrando a Palavra e plantando a semente nos corações. Isso não pode ser levado na brincadeira. O diabo não brinca de ser diabo! Então, para que você esteja revestido com a armadura de Deus (leia Efésios 6: 10-20) e totalmente preparado(a) para a batalha, você precisa:
  • Estudar a lição na revista e na Bíblia - Aqui, aconselho você a convidar o Espírito Santo a se fazer presente durante o estudo. Nem sempre entendemos tudo que está na Palavra e nada melhor do que a presença do Autor para nos ajudar. Lembre-se: Ele é o que ensina todas as coisas (João 14:26).
  • Orar - Ore por sua vida, pela vida de seus alunos que receberão a Palavra, pela aula, pelo método de ensino; não esqueça de pedir a direção do Espírito em tudo que for fazer.
  • Consagrar-se - Separe um tempo para consagrar-se a Deus; peça-O que use sua vida para que Ele transmita Sua Palavra às crianças da forma como elas entenderão. Se afaste de coisas que podem prejudicar esse momento.
  • Jejuar - Você pode jejuar se achar que é necessário. Em alguns casos, o próprio Espírito vai te direcionar a fazer um jejum. Você só precisa estar a tento à voz Dele e obedecer!
Prepare Sua Aula
Claro que para dar qualquer tipo de aula é necessário tempo para o planejamento e isso não pode ocorrer de um dia para o outro. Separe uma ou duas horas diárias (dependendo do seu tempo) para planejar a aula, estudar a lição, preparar o material que será usado. Se você trabalha o dia inteiro, tente seguir o planejamento abaixo, utilizando apenas uma hora do seu dia:
  • Segunda - planejar toda a aula
  • Terça - estudar a lição
  • Quarta - preparar o material
  • Quinta - orar pela aula
  • Sexta - revisar a lição
Organize a sala
Professor(a) zeloso(a) é aquele(a) que chega antes da aula para preparar o ambiente que receberá as crianças. Sala limpa e materiais organizados fazem parte de um ambiente acolhedor.

Receba as Crianças na Porta
Li em um certo texto que é importante receber as crianças na porta, saudando-as com a paz do Senhor e falando individualmente com cada uma chamando-lhe pelo seu nome. Bem, isso é realmente interessante. Mas é quase impossível você saber o nome de todo mundo no primeiro dia de uma nova turma, por exemplo. A menos que já conheça a criança fora da igreja! Sugiro a você, trabalhar com crachás nos primeiros dias se a turma for muito numerosa e dificultar a memorização dos nomes.

Converse Com as Crianças
Inicie um breve diálogo com seus alunos perguntando como estão, como foi a semana e, deixe que respondam. Fazendo isso você estará mostrando interesse sincero pelas suas crianças!

Oração Inicial
A oração inicial deve ser feita de acordo com a faixa etária de seus alunos.

  • Crianças Menores - Ore para que eles repitam a oração; use frases curtas, para que as crianças não se percam em longas frases.
  • Crianças Maiores - Incentive-os a fazer a oração. Geralmente são muito tímidos e têm medo de orar, errar e serem motivo de risada entre os colegas. Você professor(a) é o grande incentivador da classe, cabe a você conversar com os "tímidos" para que eles possam se sentir confiantes.
Momento de Louvor
Depois da oração, faça um momento de louvor, também levando em consideração a idade de seus alunos. Para crianças pequenas, cante musiquinhas que tenham movimento, gestos etc, sempre interagindo com eles. Para os maiores, louvores conhecidos que possam levá-los a um momento de adoração.

Memorização de Versículos
É importante você ter um versículo principal para as crianças memorizarem, claro que, levando em consideração a idade deles. As revistas de EBD geralmente trazem o versículo pronto para memorizar de acordo com a faixa etária.  

Recolhimento de Ofertas
Depois do louvor, faça o momento da oferta. É bom explicar sempre o objetivo desse momento a todas as crianças, principalmente aos maiores que já entendem mais. Convide uma das crianças para fazer o recolhimento das ofertas e não esqueça de agradecer.

História Bíblica
O próximo passo, é contar a história bíblica.

  • Com as crianças pequenas é necessário um aparato maior para este momento. Você precisa prender a atenção de sua criança pequena para que ela esteja atenta ao que vai ser ensinado; e para isso, use material concreto: visuais da lição, figuras, desenho, objetos importantes da lição (coroa, Bíblia, água etc). Tente fazer um suspense, use expressões faciais, movimente suas mãos, seu corpo, claro, não precisa exagerar. Lembre-se que você é um(a) professor(a), não um palhaço!
  • Para os maiores dê prioridade à leitura da Bíblia. Leia com eles, deixe-os ler sozinhos. Isso exercita a leitura da Bíblia e ajuda a deixá-los mais confiantes, fazendo com que percam a timidez.
Atividade Sobre a História Contada
Se você segue o currículo de determinadas editoras evangélicas, terá em mãos a revista do professor que vem com ótimas dicas para uma aula bíblica rica e dinâmica.
Se você não segue, precisará fazer sua própria atividade. 
Veja o que pode ser feito para cada idade:

  • Pequenos: colorir, colagem, tracejado, mural.
  • Grandes: Pesquisas bíblicas, caça-palavras, palavras-cruzadas, completar os versículos através de referências dadas etc.


Atividade/Brincadeira Dirigida
Esse é aquele momento que sobra. Você já fez tudo que planejou e ainda sobrou tempo. Continue com o foco de alimentar suas crianças, seja passando um filme bíblico ou até mesmo permitindo que eles interajam e conversem entre si; isso faz parte da comunhão!
Para os pequenos, os brinquedos podem fazer parte desse momento.

Momento Missionário
Este momento é importantíssimo para que você apresente aos seus alunos assuntos missionários, o que é Missões, quem pode fazer, onde se faz, orar por países onde os cristãos são perseguidos etc.
Não é uma regra a seguir. Mas é um assunto importante que pode ser estudado pelos maiores com mais riqueza de detalhes.

Oração final
Aqui, você professor poderá fazer a oração ou chamar uma criança maior para fazê-la. Incentive os pequenos a orar sozinhos também, dando oportunidade para que o façam.

Não necessariamente você fará TUUUUUUDO que descrevi aqui, mas algumas são indispensáveis como, oração, história, atividade, louvor, oferta!
Lembre-se sempre de estar na companhia do Espírito Santo, Ele vai te orientar a fazer o que é preciso ser feito!

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Bandeira do Estado do Ceará - Origem e Significado

O verde e o amarelo da bandeira cearense retratam as matas e as riquezas minerais. O farol, a jangada e a carnaúba simbolizam, respectivamente, Fortaleza, o cearense e o extrativismo vegetal.

História
A bandeira cearense foi criada pelo comerciante João Tibúrcio Albano, filho do Barão de Aratanha. Tibúrcio Albano acabou substituindo a esfera celestial da bandeira brasileira pelo brasão do estado. Em 25 de agosto de 1922, o presidente Justiniano de Serpa assinou o Decreto nº 1.971 instituindo o pavilhão cearense com um retângulo verde e o losango amarelo da bandeira nacional, tendo ao centro um círculo branco e no meio do círculo o escudo do Ceará.

Em 31 de agosto de 1967, o governador Plácido Aderaldo Castelo, auxiliado pelo historiador e Secretário da Cultura, Raimundo Girão, modificou o artigo instituindo que a bandeira seguiria as seguintes proporções: 14m de altura e 20m de largura; os vértices do losango estarão a 1,7m dos lados do retângulo; o raio do círculo corresponderá a 3,5m a distância da parte superior e da inferior das armas, em relação ao círculo corresponderá a 1m; e os flancos, também em relação ao círculo, 2m.

Brasão
Fonte: Governo do Estado do Ceará

A Formação do Caráter Cristão na Educação Infantil

Prof. Joany Bentes
Como educadores cristão, não podemos de forma alguma descurar da responsabilidade em preparar nossas crianças a viverem num mundo globalizado, cuja ênfase é a busca por mais conhecimento. Nossa missão, apesar de difícil, tem de ser integralmente cumprida, a fim de que nossos filhos destaquem-se como testemunhas de nosso Senhor Jesus.

Para chegarem à estatura de "varão perfeito" (Ef 4:13), os pequenos dependem da orientação correta, embasada na Bíblia Sagrada, pois é na infância que se dá a formação do caráter.

Então surge a pergunta: O que é caráter?
Existem centenas de definições para caráter, mas após muitas pesquisas podemos concluir que caráter é a capacidade de ação e reação mediante fatos, sejam estes bons ou maus. São traços da natureza humana que podem ser alterados e que se constituem a partir das relações familiares, ambientais, pedagógicas e sociais.

É imprescindível que pais e professores da EBD estejam cientes de seus papeis como educadores e influenciadores do caráter de seus filhos, para isso Salomão aconselha: "Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, quando envelhecer não se desviará dele" (Pv.22.6). 

Qualidades que contribuem para formação do caráter
Humildade - "Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens. E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz". (Filipenses 2:7;8).

Mansidão – "Que a ninguém infamem, nem sejam contenciosos, mas modestos, mostrando toda a mansidão para com todos os homens". (Tito 3:2).

Longanimidade – "O Senhor é longânimo e grande em misericórdia, que perdoa a iniquidade e a transgressão, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta gerações". (Números 14.18).

Pode-se citar também os frutos do espírito, que, se observados, contribuíram na formação do caráter da criança.
Foi assim com o menino Jesus, ele "...crescia em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens" (Lc. 2 . 52). Desde o primeiro momento da vida, o ser humano começa a aprender. Quando a criança é pequena (dois a três anos) ela aprende a escolher entre o que é bom e que não é. Nessa idade se desenvolve a parte moral do caráter. Também aprende-se auto-controle, auto-segurança e desenvolve a coragem.

Atenção dobrada às crianças de 0 a 6 anos, período em que incide a educação infantil, o desenvolvimento emocional, cognitivo e o crescimento sensório-motor da criança estão em ampliação e os infantes carecem de uma atenção maior na sua orientação educativa.

É importante que professor e aluno tenham um bom relacionamento e para isso o professor precisa ter uma postura que compreenda.

a) Saber ouvir os membros do grupo;
b) Facilitar a integração do grupo;
c) Não ser intransigente ou repressor;
d) Estabelecer limites para o grupo;
e) Não marginalizar ou rejeitar alguém do grupo;
f) Agir de acordo com suas palavras;
g) Não usar o grupo para seus interesses pessoais;
h) Evitar descarregar os seus problemas no grupo;
i) Ser sincero com o grupo.

A eficácia do aprendizado depende do professor que deve conservar em mente as qualidades indispensáveis a um bom professor, sem as quais nem métodos criativos, recursos pedagógicos ou didáticos terão qualquer efeito, são eles:

a) Ter Cristo como Salvador e Senhor da sua vida;
b) Ter liderança;
c) Ter amor e interesse pelas crianças;
d) Ser organizado;
e) Cuidar de sua aparência pessoal;
f) Praticar o que ensina;
g) Pensar nos mínimos detalhes;
h) Não desanimar diante de opiniões de pessoas que fazem oposição ao seu trabalho.

Importante
O professor da EBD tem que tomar uma postura, frente as investidas do mundo através das mídias de comunicação, pois as nossas crianças são invadidas e violentadas diariamente com pornografia audiovisual, além de outros conteúdos que deturpam os valores morais que alicerçam a fé cristã. A formação do caráter cristão vai além das limitações humanas, está ligada à ação do Espírito Santo na vida das crianças, fato que só será possível se a criança for estimulada a confiar em Deus.

A fé das crianças e a Escola Bíblica Dominical
O professor da EBD, que trabalha com os pequenos, precisa estar ciente do seu compromisso e deve ter como objetivo principal "a fé das crianças" LEFEVER, M. (2003).
As crianças precisam aprender a falar com Deus, amar ao próximo, amar a Deus, e obedecer a sua palavra. Tais ensinamentos devem ser transmitidos na EBD.

Observe o desenvolvimento da fé das crianças por fases
I - A FÉ DO BEBÊ
Conceito-chave: Confiança
Relacionamentos significantes: Mãe e Pai.
Para uma criança desta faixa etária, somos as mãos e o rosto de Jesus.

II – A FÉ DAS CRIANÇAS DE 1 A 3 ANOS
Conceito-chave: Autonomia
Relacionamentos significantes: Pais e professores da Escola Dominical.

Tais crianças:
• Aprendem através de encenações de histórias bíblicas.
• São capazes de aprender que Deus criou todas as coisas.
• Compreendem que a Bíblia é um livro maravilhoso, cheio de histórias especiais; é o Livro de Deus.
• Aprendem sobre Jesus enquanto se movimentam. Aprendizes tátil-cinestésicos.
• Aprendem a orar.

III – A FÉ DAS CRIANÇAS DE 3 E 4 ANOS
Conceito-chave: Amor e Iniciativa
Relacionamentos significantes: Professores da Escola Dominical, pastor, família

Tais crianças:
• Gostam de frequentar "a própria igreja" (Escola Dominical).
• Aprendem a orar.
• Gostam de recontar histórias sobre Jesus.
• Aprendem a fazer mímicas de histórias bíblicas e de atitudes de Jesus.
• Interessam-se por Deus.
• Confundem Jesus e Deus.
• Desenvolvem uma consciência sensível.
• Perguntam sobre Jesus mais para interagirem com os professores do que para ouvirem respostas.
• Desenvolvem conhecimentos bíblicos.
• Permanecem aprendendo a respeito de Jesus enquanto se movimentam.
• Desenvolvem bons hábitos da vida cristã.
• Aceitam Jesus como Salvador pessoal.

IV – A FÉ DAS CRIANÇAS DE 5 E 6 ANOS
Conceito-chave: Amor e Diligência
Relacionamentos significantes: Vizinhança, escola e igreja.

Tais crianças:
• Podem compreender o conceito de Deus como Criador.
• Costumam fazer perguntas.
• Temem a Deus porque Ele vê tudo que fazem.
• Desenvolvem o conceito de Deus e Jesus como pessoas reais.
 Identificam os personagens da Bíblia como reais.

• Consideram a oração importante.
• Orgulham-se da capacidade de ler em sua própria Bíblia.
• Começam a compreender a "Adoração".
• Podem envolver-se em projetos simples, como "ajudar".
• 40% passam da aprendizagem bíblica tátil-cinestésica para a leitura visual (palavras e imagens).

V – A FÉ DAS CRIANÇAS DE 7 E 8 ANOS
Conceito-chave: Aprender a amar.

Tais crianças:
• Estão esclarecidas quantos aos conceitos de certo e errado.
• Desejam ser boas.
• Começam a perceber a influência da consciência e os erros dos outros.
• São capazes de sentir vergonha, podem admitir seus erros, mas frequentemente transferem a culpa de seus erros para "outros".
• Têm seu interesse por Deus aumentado gradativamente.
• Estão amadurecendo os conceitos acerca da morte e da ressurreição de Jesus.
• São capazes de estudar a Bíblia sozinhos.
• Usam de modo coerente o conteúdo das Escrituras e o que ouvem na Igreja.
• Já possuem um desenvolvimento significativo na área do pensamente simbólico.
• Estão ampliando sua visão de mundo.

VI – A FÉ DAS CRIANÇAS DE 9 A 11 ANOS
Conceito-chave: Justiça
Relacionamentos significantes: Grupos de mesmo nível, igreja e modelos de lideranças seculares.

Tais crianças:
• Correspondem ao ensino sobre o caráter de Deus.
• Aprendem mais facilmente a respeito da vida cristã por intermédio de projetos do que por exposição.
• Começam a constatar que devem seguir suas próprias convicções acerca de Jesus.
• Propõe perguntas mais difíceis do que as dos adultos.
• São capazes de compreender o plano da salvação.
• Compreendem o propósito da oração.
• Desenham heróis da Bíblia e da igreja local.
• Possuem uma necessidade de pertencer ao grupo.
• Personalizam sua sexualidade a partir de uma perspectiva cristã.
• Adquirem uma compreensão básica da ética bíblica.
• São capazes de julgar suas póprias ações à luz das atitudes de Jesus.
• Frequentemente fazem confusão entre o certo e o errado.

VII – A FÉ DOS ADOLESCENTES
Conceito-chave: Fidelidade
A maioria das pessoas que consolida sua fé até os 12 anos permanece fiel pelo resto de sua vida.

Conclusão
É inegável que a criança que tem uma fé alicerçada em Cristo terá seu caráter formado dentro dos padrões espirituais e nesse sentido a EBD é em todos os aspectos um centro de influência positiva.

O professor da EBD deve buscar em Deus e na sua palavra a sabedoria necessária para conduzir os pequenos ao principal objetivo da vida cristã, "o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo;

Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo" (Efésios 4:12,13).

REFERÊNCIAS 

  • BÍBLIA SAGRADA. Tradução de João Ferreira de Almeida. Versão corrigida.
  • LEFEVER, M.Métodos Criativos de ensino: como ser um professor eficaz.Rio de Janeiro:CPAD, 2003


Fonte: Blog A Arca da Garotada

terça-feira, 30 de junho de 2015

A Importância de Comprar Produtos Originais

Você já parou para pensar que, comprar CD's e DVD's originais, vai muito além de não cometer um crime? "Como assim?" Você pode estar se perguntando; e eu explico. 
No nosso meio evangélico é fato que, quando compramos produtos originais, estamos contribuindo para que a Obra do nosso Deus cresça aqui na Terra. Geralmente, parte do que é arrecadado é enviado para obras missionárias ou investido para o mesmo fim de outros modos, como a tradução de desenhos animados para outros países, por exemplo. Tenho investido em meu ministério com crianças comprando produtos originais, assim estou também contribuindo para que a Mensagem da Salvação chegue a mais pessoas. 
Vamos nos conscientizar. 
Claro que às vezes o produto é muuuito caro, mas ainda assim, vale a pena pagar mais para que a Palavra de Deus seja espalhada pelo mundo e você ainda terá duas coisas boas: um produto de boa qualidade e uma consciência tranquila de que fez o que era o certo.

Fica a Dica da Tia Jaque, rs
Fiquem com Deus!                              

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Jequitibás ou Eucaliptos? Identificando o Autêntico Educador Cristão

Por: Marcos Tuler

Certamente você já ouviu esta celebre frase: “Educação não é profissão, é vocação.” O que quer dizer isto? Educar não é somente professar, instruir, ensinar? Absolutamente não! A nobre tarefa de educar vai além das raias da informação ou simples instrução. Educar tem a ver com transmissão; assimilação de valores culturais, sociais e espirituais. Quem exerce apenas tecnicamente a função de ensinar não tem consciência de sua missão educativa, formadora de pessoas e de “mundos”. Se educar não é sinônimo de ensinar, nos vemos no dever de refletir: Quem ensina? E quem realmente educa? Em que categoria e sentido as funções do professor diferem das do educador?

Professores são como eucaliptos
O educador não deve ser considerado um simples professor, na acepção daquele que apenas ensina uma ciência, técnica ou disciplina. Educadores e professores possuem função e natureza distintas. Eles não são forjados no mesmo forno. E se de fato não são de mesma natureza, de onde vem o educador? Qual a sua procedência? Tem ele o direito de existir? Como pode ser constituído? “Não se trata de formar o educador, como se ele não existisse”, diz o professor Rubens Alves. “Como se houvesse escolas capazes de gerá-lo ou programas que pudessem trazê-lo à luz. Eucaliptos não se transformarão em jequitibás, a menos que em cada eucalipto haja um jequitibá adormecido: os eucaliptos são árvores majestosas, bonitas, porém absolutamente idênticas umas às outras, que podem ser substituídas com rapidez sem problemas. Ficam todas enfileiradas em permanente posição de sentido, preparadas para o corte e o lucro”.

Educadores são como jequitibás
Prossegue o mestre Alves, “os eucaliptos são
símbolos dos professores, que vivem no mundo da organização, das instituições e das finanças. Os eucaliptos crescem depressa para substituírem as velhas árvores seculares que ninguém viu nascer e nem plantou. Aquelas árvores misteriosas que produzem sombras não penetradas, desconhecidas, onde reside o silêncio nos lugares não visitados. Tais árvores possuem até personalidade como dizem os antigos”. Os educadores são como árvores velhas, como jequitibás, possuem um nome, uma face, uma história. Educador não pode ser confundido com professor. Da mesma forma que jequitibás e eucaliptos não são as mesmas árvores, não fornecem a mesma madeira.


Como identificar os autênticos educadores cristãos
Há diferença entre professores e educadores no que se refere a práxis do ensino cristão? 
Como podemos distingui-los, identificá-los? 
É suficiente dominar métodos, procedimentos e técnicas didáticas ou ser um expert em comunicação? Óbvio que não!
Este tema, romanticamente discutido e refletido no âmbito da educação secular, assume maior importância e dimensão no da educação cristã. Nenhum educador cristão deve fracassar diante da tentação de apenas manter seus alunos informados a respeito da Bíblia e da vontade de Deus. Antes deve torná-los, através da influência do próprio exemplo, praticantes da Palavra e perseguidores da vontade divina.

Educadores têm convicção de seu chamado
Com o intuito de edificar e aperfeiçoar sua Igreja, Cristo concedeu vários dons aos homens e, dentre eles, o de mestre: “E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos para a obra do ministério, para a edificação do corpo de Cristo” (Ef 4.11,12). Segundo o comentário da Bíblia de Estudo Pentecostal, “mestres são aqueles que recebem de Deus um dom especial para esclarecer, expor e proclamar a Palavra de Deus”. Isto significa que, além da vocação e das aptidões naturais para o magistério, o ensinador cristão precisa ter convicção plena de seu chamado específico para o ministério de ensino cristão.

Educadores são dedicados ao ministério de ensino
Muitos são frequentemente colocados à frente de uma classe por seus líderes, mas não receberam de Deus a confirmação de seu chamado. Não sabem realmente porque foram colocados naquela função. Como identificar os professores genuinamente chamados para serem educadores? 
Os chamados, enquanto ensinam, sentem seus corações inflamarem pela atuação poderosa do Espírito Santo. Eles amam intensamente sua missão. Têm dedicação em sua prática docente: “...se é ensinar, haja esmero ao ensino” (Rm 12.7b). E o que significa esmero? Esmero significa integralidade de tempo no ministério de ensino, ou seja, estar com a mente, o coração e a vida totalmente voltados para esse mister. Ser ensinador cristão é diferente de ocupar o cargo de professor. Envolve chamado específico e capacitação divina.

Educadores mantêm comunhão real com Cristo
Outra característica que diferencia o educador cristão de um simples técnico de ensino, é que o primeiro, mantém um relacionamento real com o Senhor Jesus. Em outras palavras, significa que Cristo é, em primeiro lugar, seu Salvador pessoal, salvou-o de todo o pecado e é também Senhor e Dono da sua vida. Há professores que não têm certeza da própria salvação, como poderão ensinar *Soteriologia? Outros não oram, não leem a Bíblia e não têm vida devocional. São técnicos! No magistério cristão, de nada adianta ensinar o que não se sente e não se vive. O educador nunca ensina aquilo que não está disposto a obedecer.
(*Soteriologia: parte da teologia que trata da salvação do Homem.
doutrina da salvação da humanidade por Jesus Cristo.)

Educadores seguem o exemplo de Cristo
A melhor maneira de unirmos as funções de professor e educador é seguirmos o exemplo de Jesus. Ele foi, em Seu ministério terreno, o maior professor e pedagogo de todos os tempos; usou todos os métodos didáticos disponíveis para ensinar: costumava, por exemplo, fazer perguntas para induzir a audiência a dar a resposta correta que Ele buscava; fazia indagações indiretas exigindo que seus discípulos comparassem, examinassem, relembrassem e avaliassem todos os conteúdos; exemplificava com parábolas, contava histórias e usava vários métodos criativos. Conforme declarou LeBar, citado por Howard Hendricks no Manual de Ensino, CPAD, “Jesus Cristo era o Mestre por excelência, porque ele mesmo encarnava perfeitamente a verdade. [...] Ele entendia perfeitamente seus discípulos, e usava métodos perfeitos para mudar as pessoas individualmente e sabia como era a natureza humana e o que havia genericamente no homem (Jo 2.24,25).”
Jesus ensinava complexidades usando a linguagem simples das coisas do dia-a-dia. Sua linguagem sempre era tangível à experiência das pessoas – emprego, problemas pessoais, costumes, vida familiar, natureza, conceitos religiosos etc. Seus instrumentos pedagógicos eram os campos, as montanhas, os pássaros, as tempestades, as ovelhas. Em suma, qualquer coisa que estivesse ao seu alcance Ele usava como ferramenta de ensino.

Educadores nunca cessam de aprender
Um autêntico educador, ao contrário de certos professores que se sentem “donos do saber”, são humildes e estão sempre com disposição para aprender. Ele não se esquece que o homem é um ser educável e nunca se cansa de aprender. Aprendemos com os livros, com nossos alunos, com as crianças, com os idosos, com os iletrados, enfim, aprendemos enquanto ensinamos.
Não há melhor maneira de aprender do que tentar ensinar outra pessoa. O professor-educador deve estar atento a qualquer oportunidade de aprender. Quando não souber uma resposta, é melhor ser honesto e dizer que não sabe. A ausência do orgulho diante da realidade de “não saber”, facilita e promove a aprendizagem.

Educadores exercem liderança positiva
Liderança positiva é outra peça-chave na constituição dos educadores cristãos autênticos. Tendo consciência ou não, quem ensina sempre exerce liderança sobre quem aprende. Essa liderança, será positiva ou negativa, em função da postura espiritual assumida pelo educador. Os ensinamentos, conceitos, princípios e conselhos ministrados aos seus alunos, dificilmente deixarão de influenciá-los. 

De que modo pode o professor evidenciar liderança positiva? 
Eis algumas dicas:

a) Apoiando o pastor de sua igreja;

b) Dando assistência aos cultos;
c) Participando efetivamente no sustento financeiro da obra de Deus (dízimos e ofertas);
d) Integrando-se à igreja: presença e atividades nos cultos;
e) Mantendo-se distante dos “ventos de doutrinas”;
f) Sendo eticamente correto;
g) Vivendo o que ensina (personificar a lição);
h) Tendo um lar cristão exemplar;
i) Apoiando a missão e a visão da igreja local;
j) Não usando a sala de aula para promover revoltas e dissoluções.
l) Colocando como alvo o nascimento de uma nova classe a cada ano.
m) Colocando como alvo a geração de novos professores a cada ano.

Como nos referimos em tópico anterior, o ministério de ensino exige dedicação integral do professor: “E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar, e de pregar Jesus Cristo” (At 5.42). 
Cabe aos educadores cristãos a responsabilidade de instruir, guiar e orientar o caminho de outros servos de Deus. O professor que não se limita a dar instruções, precisa ser cada vez mais consciente de sua tarefa, não no sentido de mera assistência, mas em suas atitudes e atos em relação à obra de Deus e a Cristo. O resultado desta missão será energicamente cobrado. Chegará o dia em que cada obreiro do ensino dará contas de si mesmo a Deus: “...cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus” (Rm 14.12).

Retirado do Blog Arca da Garotada

sexta-feira, 19 de junho de 2015

7 Princípios Para Criar ou Atender Uma Pessoa Com Autismo


Entendendo Um Pouco Mais Sobre Autismo

Fonte da imagem: Só Para Mães

O que é Autismo?
O autismo é um transtorno de desenvolvimento que geralmente aparece nos três primeiros anos de vida e compromete as habilidades de comunicação e interação social.

Em maio de 2013 foi lançada a quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), que trouxe algumas mudanças importantes, entre elas novos diagnósticos e alterações de nomes de doenças e condições que já existiam.

Nesse manual, o autismo, assim como a Síndrome de Asperger, foi incorporado a um novo termo médico e englobador, chamado de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Com essa nova definição, a Síndrome de Asperger passa a ser considerada, portanto, uma forma mais branda de autismo. Dessa forma, os pacientes são diagnosticados apenas em graus de comprometimento, dessa forma o diagnóstico fica mais completo.

O Transtorno do Espectro Autista é definido pela presença de “Déficits persistentes na comunicação social e na interação social em múltiplos contextos, atualmente ou por história prévia”, de acordo com o DSM-V.


Causas
As causas do autismo ainda são desconhecidas, mas a pesquisa na área é cada vez mais intensa. Provavelmente, há uma combinação de fatores que levam ao autismo. Sabe-se que a genética e agentes externos desempenham um papel chave nas causas do transtorno. De acordo com a Associação Médica Americana, as chances de uma criança desenvolver autismo por causa da herança genética é de 50%, sendo que a outra metade dos casos pode corresponder a fatores exógenos, como o ambiente de criação.

De qualquer maneira, muitos genes parecem estar envolvidos nas causas do autismo. Alguns tornam as crianças mais suscetíveis ao transtorno, outros afetam o desenvolvimento do cérebro e a comunicação entre os neurônios. Outros, ainda, determinam a gravidade dos sintomas.

Quanto aos fatores externos que possam contribuir para o surgimento do transtorno estão a poluição do ar, complicações durante a gravidez, infecções causadas por vírus, alterações no trato digestório, contaminação por mercúrio e sensibilidade a vacinas.


Autismo e vacinas
E por falar nelas, ainda se acredita muito que algumas vacinas possam causar autismo em crianças. Os pais podem pedir ao médico ou enfermeira que esperem ou até mesmo recusem a aplicação da vacina. No entanto, é importante pensar também nos riscos de não vacinar a criança.

Algumas pessoas acreditam que uma pequena quantidade de mercúrio (chamada de timerosal), que é um conservante comum em vacinas multidose, causa autismo ou TDAH. No entanto, as pesquisas NÃO indicam que esse risco seja verdadeiro.

A American Academy of Pediatrics e The Institute of Medicine dos EUA concordam que nenhuma vacina ou componente dela é responsável pelo número de crianças que atualmente são diagnosticadas com autismo. Eles concluíram que os benefícios das vacinas são maiores do que os riscos.

Todas as vacinas de rotina da infância estão disponíveis em formas de dose única em que não foi adicionado mercúrio.


Quantas crianças têm autismo?
O número exato de crianças com autismo é desconhecido. Um relatório publicado pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA sugere que o autismo e seus distúrbios relacionados são muito mais comuns do que se imagina. Não está claro se isso se deve a um aumento na taxa da doença ou à maior capacidade de diagnóstico do problema.

O autismo afeta quatro a cinco vezes mais meninos do que meninas. Renda familiar, educação e estilo de vida parecem não influenciar no risco de autismo.

Alguns médicos acreditam que a maior incidência de autismo se deve a novas definições do transtorno. O termo "autismo" agora inclui um espectro mais amplo de crianças. Por exemplo, hoje em dia, uma criança diagnosticada com autismo altamente funcional poderia ser simplesmente considerada tímida ou com dificuldade de aprendizado há 30 anos.

Outros transtornos de desenvolvimento parecido incluem:
  • Síndrome de Rett: muito diferente do autismo, só ocorre no sexo feminino
  • Transtorno desintegrativo da infância: doença rara em que uma criança adquire as habilidades e depois esquece tudo antes dos 10 anos de idade
  • Transtorno de desenvolvimento pervasivo: não especificado, também chamado de autismo atípico.

Fatores de risco
Alguns fatores são considerados de risco para o desenvolvimento do autismo. Confira:
  • Sexo: meninos são de quatro a cinco vezes mais propensos a desenvolver autismo do que meninas
  • Histórico familiar: famílias que já tenham tido algum integrante com autismo correm riscos maiores de ter outro posteriormente. Da mesma forma, é comum que alguns pais que tenham gerado algum filho autista apresentem problemas de comunicação e de interação social eles mesmos
  • Outros transtornos: crianças com alguns problemas de saúde específicos tendem a ter mais riscos de desenvolver autismo do que outras crianças. Epilepsia e esclerose tuberosa estão entre esses transtornos
  • Idade dos pais: quanto mais avançada a idade dos pais, mais chances de a criança desenvolver autismo até os três anos.

Sintomas de Autismo
A maioria dos pais de crianças com autismo suspeita que algo está errado antes de a criança completar 18 meses de idade e busca ajuda antes que ela atinja 2 anos. As crianças com autismo normalmente têm dificuldade em:
  • Brincar de faz de conta
  • Interações sociais
  • Comunicação verbal e não verbal
Algumas crianças com autismo parecem normais antes de um ou dois anos, mas de repente "regridem" e perdem as habilidades linguísticas ou sociais que adquiriram anteriormente. Esse tipo de autismo é chamado de autismo regressivo.

Uma pessoa com autismo pode:
  • Ter visão, audição, tato, olfato ou paladar excessivamente sensíveis (por exemplo, eles podem se recusar a usar roupas "que dão coceira" e ficam angustiados se são forçados a usálas)
  • Ter uma alteração emocional anormal quando há alguma mudança na rotina
  • Fazer movimentos corporais repetitivos
  • Demonstrar apego anormal aos objetos.
Os sintomas do autismo podem variar de moderados a graves.
Os problemas de comunicação no autismo podem incluir:
  • Não poder iniciar ou manter uma conversa social
  • Comunicar-se com gestos em vez de palavras
  • Desenvolver a linguagem lentamente ou não desenvolvê-la
  • Não ajustar a visão para olhar para os objetos que as outras pessoas estão olhando
  • Não se referir a si mesmo de forma correta (por exemplo, dizer "você quer água" quando a criança quer dizer "eu quero água")
  • Não apontar para chamar a atenção das pessoas para objetos (acontece nos primeiros 14 meses de vida)
  • Repetir palavras ou trechos memorizados, como comerciais
  • Usar rimas sem sentido
Existem diversos sintomas que podem indicar autismo, e nem sempre a criança apresentará todos eles. Entre os grupos de sintomas que podem afetar uma pessoa com autismo estão:

Interação social
  • Não faz amigos
  • Não participa de jogos interativos
  • É retraído
  • Pode não responder a contato visual e sorrisos ou evitar o contato visual
  • Pode tratar as pessoas como se fossem objetos
  • Prefere ficar sozinho, em vez de acompanhado
  • Mostra falta de empatia
Resposta a informações sensoriais
  • Não se assusta com sons altos
  • Tem a visão, audição, tato, olfato ou paladar ampliados ou diminuídos
  • Pode achar ruídos normais dolorosos e cobrir os ouvidos com as mãos
  • Pode evitar contato físico por ser muito estimulante ou opressivo
  • Esfrega as superfícies, põe a boca nos objetos ou os lambe
  • Parece ter um aumento ou diminuição na resposta à dor

Brincadeiras
  • Não imita as ações dos outros
  • Prefere brincadeiras solitárias ou ritualistas
  • Não faz brincadeiras de faz de conta ou imaginação

Comportamentos
  • Acessos de raiva intensos
  • Fica preso em um único assunto ou tarefa (perseverança)
  • Baixa capacidade de atenção
  • Poucos interesses
  • É hiperativo ou muito passivo
  • Comportamento agressivo com outras pessoas ou consigo
  • Necessidade intensa de repetição
  • Faz movimentos corporais repetitivos

Buscando ajuda médica
Crianças, em geral, dão os primeiros sinais de autismo logo no primeiro ano de vida. Se você notar qualquer sinal do transtorno em seu filho, converse com um médico. Ele poderá recomendar exames específicos. 
Os comportamentos da criança de alerta são:
  • Não responder com sorriso ou expressão de felicidade aos seis meses
  • Não imitar sons ou expressões faciais aos nove meses
  • Não balbuciar aos 12 meses
  • Não gesticular aos 12 meses
  • Não dizer nenhuma palavra aos 16 meses
  • Não dizer frases compostas de pelo menos duas palavras aos 24 meses
  • Perder habilidades sociais e de comunicação em qualquer idade.

Na consulta médica
É provável que um clínico geral consiga fazer o diagnóstico de dermatite de contato analisando seus sintomas. No entanto, você pode ser encaminhado para um dermatologista, médico especialista em pele.

Como as consultas costumam ser breves e há muitas informações e perguntas para cobrir, é uma boa ideia estar bem preparado. Aqui estão algumas informações para ajudar no diagnóstico mais rápido:
  • Anote quaisquer sintomas que você está enfrentando, inclusive os que podem parecer sem relação com o motivo pelo qual você agendou a consulta
  • Anote as informações pessoais importantes, incluindo quaisquer tensões principais ou mudanças de vida recentes
  • Faça uma lista de todos os medicamentos, bem como de quaisquer vitaminas ou suplementos que você está tomando
  • Leve um membro da família ou amigo junto. Às vezes pode ser difícil lembrar todas as informações fornecidas durante a consulta. Alguém que acompanha você pode se lembrar de algo que você perdeu ou esqueceu.

O que esperar do médico?
Médicos costumam fazer várias perguntas. É importante estar preparado para respondê-las. Confira alguns exemplos de questões que poderão ser levantadas por um especialista:
  • Quais comportamentos em específicos levaram você a procurar ajuda médica para seu filho?
  • Quando os primeiros sintomas começaram?
  • Esses comportamentos atípicos são frequentes ou ocasionais?
  • Quais os hábitos favoritos de seu filho?
  • Seu filho interage com familiares e outras crianças?
  • Sua família tem histórico de autismo ou algum outro transtorno cerebral?

Diagnóstico de Autismo
O médico procurará por sinais de atraso no desenvolvimento da criança. Se observados os principais sintomas do autismo, ele encaminhará a criança em questão para um especialista, que poderá fazer um diagnóstico mais exato e preciso. Geralmente, ele é feito antes dos três anos de idade, já que os sinais do transtorno costumam aparecer cedo.

Para realizar o diagnóstico, o médico utiliza o critério do Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais, da Associação Americana de Psiquiatria. Segundo ele, a criança poderá ser diagnosticada com autismo se apresentar pelo menos seis dos sintomas clássicos do transtorno.


Exames
Todas as crianças devem fazer exames de desenvolvimento de rotina com o pediatra. Podem ser necessários mais testes se o médico ou os pais estiverem preocupados. Para autismo, isso deve ser feito principalmente se uma criança não atingir marcos de linguagem.

Essas crianças poderão fazer uma avaliação auditiva, teste de chumbo no sangue e teste de triagem para autismo, como a lista de verificação de autismo em crianças (CHAT) ou o questionário para triagem de autismo.

Um médico experiente no diagnóstico e tratamento de autismo normalmente é necessário para fazer o diagnóstico. Como não há testes biológicos para o autismo, o diagnóstico muitas vezes será feito com base em critérios muito específicos.

Uma avaliação de autismo normalmente inclui um exame físico e neurológico completo. Pode incluir também alguma ferramenta de exame específica, como:
  • Entrevista diagnóstica para autismo revisada (ADIR)
  • Programa de observação diagnóstica do autismo (ADOS)
  • Escala de classificação do autismo em crianças (CARS)
  • Escala de classificação do autismo de Gilliam
  • Teste de triagem para transtornos invasivos do desenvolvimento.
As crianças com autismo ou suspeita de autismo normalmente passarão por testes genéticos em busca de anomalias nos cromossomos.

O autismo inclui um amplo espectro de sintomas. Portanto, uma avaliação única e rápida não pode indicar as reais habilidades da criança. O ideal é que uma equipe de diferentes especialistas avalie a criança com suspeita de autismo. Eles podem avaliar: comunicação, linguagem, habilidades motoras, fala, êxito escolar e habilidades de pensamento.


Convivendo/ Prognóstico
O autismo continua sendo um distúrbio difícil para as crianças e suas famílias, mas a perspectiva atual é muito melhor do que na geração passada. Naquela época, a maioria das pessoas com autismo era internada em instituições.

Hoje, com o tratamento correto, muitos dos sintomas do autismo podem melhorar, mesmo que algumas pessoas permaneçam com alguns sintomas durante toda a vida. A maioria das pessoas com autismo consegue viver com suas famílias ou na sociedade.

A perspectiva depende da gravidade do autismo e do nível de tratamento que a pessoa recebe. Procurar ajuda de outras famílias que tenham parentes com autismo e por profissionais que deem o suporte necessário aos parentes também é uma alternativa interessante.

Complicações possíveis
O autismo pode estar associado a outros distúrbios que afetam o cérebro, como a Síndrome do X frágil, déficit intelectual e esclerose tuberosa. Algumas pessoas com autismo podem, também, desenvolver convulsões.

O estresse de lidar com o autismo pode levar a complicações sociais e emocionais para a família e os cuidadores, bem como para a própria pessoa com autismo. Por isso, acompanhamento psicológico tanto para um, quanto para o outro é essencial.


Tratamento de Autismo
Não existe cura para autismo, mas um programa de tratamento precoce, intensivo e apropriado melhora muito a perspectiva de crianças pequenas com o transtorno. A maioria dos programas aumentará os interesses da criança com uma programação altamente estruturada de atividades construtivas. Os recursos visuais geralmente são úteis.

O principal objetivo do tratamento é maximizar as habilidades sociais e comunicativas da criança por meio da redução dos sintomas do autismo e do suporte ao desenvolvimento e aprendizado.

Mas a forma de tratamento que tem mais êxito é o que é direcionado às necessidades específicas da criança. Um especialista ou uma equipe experiente deve desenvolver o programa para cada criança. Há várias terapias para autismo disponíveis, incluindo:
  • Terapias de comunicação e comportamento
  • Medicamentos
  • Terapia ocupacional
  • Fisioterapia
  • Terapia do discurso/linguagem
Existem diversos programas para tratar problemas sociais, de comunicação e de comportamento que estejam relacionados ao autismo. Alguns desses programas focam na redução de problemas comportamentais e na aprendizagem de novas habilidades. Outros procuram ensinar crianças a como agir em determinadas situações sociais e a como se comunicar propriamente. Um desses programas é a ABA, sigla em inglês para Análise Aplicada do Comportamento, muito utilizado em crianças pequenas com algum distúrbio dentro do espectro do autismo. A ABA usa uma abordagem de aprendizado individual que reforça a prática de várias habilidades. O objetivo é que a criança se aproxime do funcionamento normal do desenvolvimento. Os programas de ABA normalmente são feitos na casa da criança sob a supervisão de um psicólogo comportamental.

Outro programa bastante recorrente como alternativa de tratamento é o TEACCH (sigla em inglês para Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Déficits relacionados à Comunicação), que utiliza outros recursos visuais que ajudam a criança a trabalhar de forma independente e a organizar e estruturar seu ambiente.

O TEACCH tenta melhorar as habilidades e a adaptação de uma criança, ao mesmo tempo que aceita os problemas associados aos distúrbios dentro do espectro do autismo. Diferentemente dos programas de ABA, os programas TEACCH não esperam que as crianças atinjam o desenvolvimento normal com o tratamento.

Medicamentos
Não existem medicamentos capazes de tratar os principais sintomas do autismo, mas, muitas vezes, são usados medicamentos para tratar problemas comportamentais ou emocionais que os pacientes com autismo apresentem, como agressividade, ansiedade, problemas de atenção, compulsões extremas que a criança não pode controlar, hiperatividade, impulsividade, irritabilidade, alterações de humor, surtos, dificuldade para dormir e ataques de raiva.


Dieta
Nem todos os especialistas concordam que as mudanças na dieta fazem diferença, nem todas as pesquisas sobre esse método mostraram resultados positivos, mas se você está considerando essas ou outras alterações alimentares como via de tratamento para seu filho, é recomendável uma conversa com um gastroenterologista (especialista no sistema digestório) e com um nutricionista.

Algumas crianças com autismo parecem responder a uma dieta sem glúten ou sem caseína. O glúten é encontrado em alimentos que contêm trigo, centeio e cevada. A caseína é encontrada no leite, no queijo e em outros produtos lácteos.


Outras abordagens
Existem muitos tratamentos anunciados para o autismo que não têm base científica e histórias de "curas milagrosas" que não atendem às expectativas. Se seu filho tem autismo, pode ser útil falar com outros pais de crianças autistas e com especialistas em autismo. Acompanhe o avanço das pesquisas na área, que está se desenvolvendo rapidamente.

Um exemplo desses tratamentos precoce são as infusões de secretina. Houve muita empolgação com esse método de tratamento no passado. Agora, depois de muitas pesquisas realizadas em vários laboratórios, é possível que a secretina não faça nenhum efeito para crianças com autismo. No entanto, as pesquisas continuam.


Prevenção
Não há uma fórmula correta para prevenir o autismo, mas estudos recentes mostram que o papel da herança genética para o desenvolvimento do transtorno não é tão grande como se supunha. Os genes desempenham 50% das chances de uma criança vir a ter autismo. Ou seja, em pelo menos metade dos casos não há muito o que fazer contra a genética humana. Mas os outros 50% correspondem a fatores externos, muito relacionados ao ambiente em que a criança cresce e a hábitos comportamentais. Isso abre um campo enorme de pesquisa, especialmente no que diz respeito à prevenção do autismo.



Fontes e Referências
  • Revisado por Dra. Evelyn Vinocur, psiquiatra e mestre em neuropsiquiatria pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e psicoterapeuta cognitivo comportamental, especializada em Saúde Mental da Infância e Adolescência pela Santa Casa de Misericórdia do Estado do Rio de Janeiro (SCMRJ) e pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Membro associado da Associação Brasileira de Psiquiatria (CRM-RJ: 303514)
  • DSM-V, American Psychiatric Association - Manual de Diagnóstico e Estatístico de Distúrbios Mentais 5ªed. Edit. Artes Médicas
  • Organização Mundial da Saúde (OMS)
  • Journal of American Medical Association (JAMA)


FONTE: Minha Vida